Quanto eu realmente sabia sobre a vida na terra? Que responsabilidade eu senti por criaturas fora do meu pequeno espaço? Como eu poderia conduzir minha vida de modo que cada célula viva fosse também beneficiada? Cada um que começou a se maravilhar com estas coisas achou, na minha opinão, que seus sentimentos foram se afastando do medo com direção à vida como um todo. A beleza e a maravilha da vida começaram a parecer muito pessoais; a possibilidade de fazer do planeta um jardim para todos nós crescermos começou a surgir. Procurei nos olhos do bebê foca, e pela primeira vez, eles sorriram. "Muito obrigado," disseram. "Você me deu esperança." Aquilo basta? Esperança é uma palavra bonita, mas ela muitas vezes parece muito frágil. A vida ainda está sendo machucada e destruída sem necessidade.
A imagem de um bebê foca sozinho sobre o gelo ou uma garota órfã na guerra ainda é assustadora em seu desamparo. Percebi que nada finalmente salvaria a vida na terra além da própria confiança na vida, em seu poder de curar, em sua habilidade de sobreviver nossos erros e nos receber de volta quando aprendermos a corrigir tais erros. Com estes pensamentos em meu coração, procurei na foto de novo. Os olhos da foca pareceram mais profundos agora, e eu vi algo neles que eu não percebi antes: força inconquistável. "Não me machuque," eles disseram. "Não sou um bebê sozinho. Sou vida, e vida nunca pode ser assassinada. É o poder que me trouxe adiante do vazio do espaço; cuidou de mim e nutriu minha existência contra todos os perigos. Estou seguro porque sou aquele poder. E você também. Fique comigo, e nos deixe sentir o poder da vida juntos, como uma criatura aqui na terra." Bebê foca, nos perdoe. Olhe para nós novamente e novamente para ver o que estamos fazendo. Aqueles homens que levantam suas clavas sobre vocês também são pais e irmãos e filhos. Eles amaram e cuidaram de outros. Um dia eles extenderão aquele amor para você. Tenha certeza e confie.
Nenhum comentário:
Postar um comentário